Rapper Kratos canta a periferia de Castanhal no álbum "Tinha que ser Preto"

Com participação da cantora Matemba, as 5 faixas são uma proposta de mostrar as várias faces de Kratos e a sua jornada.


Foto: Carolynne Matos.


Da Baixada do Milagre, periferia de Castanhal (Pará), o rapper Kratos aprendeu sobre o valor da simplicidade e começou a contar a sua história, registrar seus sentimentos em versos após os treinos de futebol e mostrar o verdadeiro sentido da frase Tinha Que Ser Preto, título do álbum que estará disponível no dia 02 de abril nas principais plataformas digitais de música.


"Tinha que ser preto” foi uma frase que Kratos ouviu diversas vezes de forma pejorativa, mas que, pra ele, é sinônimo de potência e orgulho. No cotidiano do seu bairro, percebeu o quanto a sociedade impõe aos pretos de periferia uma delimitação ao espaço em que moram. O EP Tinha Que Ser Preto conta a jornada na vida e na música do rapper, de uma forma jamais dita por ele antes. Além de rimas afiadas, o trabalho também fala da liberdade de cantar sobre qualquer assunto ou sentimento, de revolta, de dor ao amor, amizade, desejo de luta e vitória.


Conhecido pelos versos fortes combinados a beats agressivos, Kratos explora o seu lado vocal no projeto. O EP mescla rimas com músicas cantadas e letras fortes. Também vai dos versos de “papo reto” aos romances com a participação especial da cantora e compositora paraense Matemba e produção do beatmaker e produtor Navi Beatz.


Kratos inicia o EP com Nós tá no Jogo, produzida pelo beatmaker Erick Di, relembrando várias lições que aprendeu na “baixada”. Na sequência fala de mudança de vida, na faixa Balançando, resultado de mais uma parceria com o beatmaker Navi Beatz. Depois narra uma história de amor, junto a cantora Matemba, em Noites em Claro, que relata sobre um casal que percebe a necessidade do término, mesmo ainda havendo amor.


Sobre Kratos - Foi na infância, quando sonhava em ser jogador de futebol, que Kratos começou a compor. Qualquer sentimento ou ideias logo iam para os cadernos. Assim como a composição, a admiração pelo movimento hip hop veio cedo. Desde criança ouvia 2Pac, Sabotage, Facção Central, mas foi com o “Sobrevivendo no Inferno” de Racionais MC’s que Kratos se apaixona pelo rap.


Para ilustrar o seu lado determinado, Weverton, nome de batismo do artista, escolheu assinar seu trabalho com a alcunha de “Kratos”, um personagem do jogo “Deus da Guerra” conhecido como um deus renegado. No jogo, um grande guerreiro de Esparta percebe que não venceria uma batalha e, à beira da morte, recorre ao deus Ares, trocando a sua alma por força. Contudo, essa força se transforma em ira, que o faz perder a família. O personagem trava várias batalhas contra aqueles que o desprezaram. E, segundo Kratos, aquele que é “cria da Baixada do Milagre”, a história do personagem lembra a realidade de tantos meninos renegados, “traídos” pelo sistema e, até mesmo, por pessoas ao redor.


Aos 16 anos, lançou suas primeiras rimas. Hoje, com apenas 18 anos, reúne mais de 10 sons lançados, dentre eles “Ditado”, “Cheio de Ódio” e “TTN”. Inclusive garantiu 8 mil visualizações em “Love Diferenciado” e outras 7 mil com “Eu Sou Forte”. Seus versos já foram ouvidos de Curitiba à França. Hoje, ele integra o time da Psica Produções, com quem já participou da Semana Internacional de Música, a SIM São Paulo.


Serviço

| O QUÊ: Lançamento do EP Tinha que Ser Preto

| QUANDO: 02 de abril de 2021 às 0h

| ONDE: Principais plataformas de streaming de música

| MAIS EM: Perfil do artista no Instagram

Com informações da assessoria de imprensa.


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