Mulheres na Técnica do Pará disponibilizam banco de dados virtual


Movimento também realiza campanha de arrecadação para técnicas que passam dificuldade por conta da pandemia


FEMEA Festival teve equipe formada apenas por mulheres técnicas. O registro é de Maira Henriques.



Em 2019, mulheres artistas de múltiplas linguagens que fazem parte do Coletivo Alumiá decidiram lançar uma pesquisa para conhecer o perfil das técnicas que atuam no Estado do Pará. O objetivo era fazer um levantamento local sobre o quantitativo de mulheres atuantes em atividades técnicas voltadas para artes cênicas, gestão e produção.


A partir dessa pesquisa, que localizou mais de 50 técnicas, o Coletivo criou em 2020 o Mulheres na Técnica – Pará (MNT-PA), uma rede de apoio e visibilidade para mulheres técnicas de diversas áreas do segmento cultural.


“Nossa proposta é fomentar a união dessas mulheres em busca de visibilidade no mercado de trabalho, incentivar novos complementos de profissionalização e compartilhar saberes e experiências”, revela Natasha Leite, iluminadora e uma das idealizadoras da pesquisa. Natasha revela que o movimento foi inspirado em uma iniciativa realizada no estado do Ceará, que autorizou o uso do mesmo nome: Mulheres na Técnica. “Essa iniciativa atua principalmente enquanto mobilizadora de trocas no intuito de debater o ofício técnico feminino nas artes, a garantia de direitos e capacitação em prol da atuação efetiva no mercado de trabalho” explica.


Hoje, o grupo conta com 66 mulheres, com faixa etária entre 22 e 65 anos, que possuem formação com base mínima de ensino técnico profissionalizante e aprimoramento em mais de uma área de conhecimento. São técnicas espalhadas pelo Estado, que atuam nas mais variadas linguagens, entre elas se destacam: iluminação, sonorização, cenografia, figurino, cinema, audiovisual, fotografia e produção.


“É incrível como as mulheres na técnica têm um alto grau de formação e ainda assim somos minoria no mercado”, lamenta a iluminadora. “Por isso este movimento é tão importante para que possamos unir forças e somar conhecimento para impulsionar mais mulheres ao trabalho técnico profissional nas artes”.


Renata Beckman atuando como técnica de som no FEMEA Festival em foto de Maira Henriques.


Banco de Dados – A preocupação de aumentar a presença de mão-de-obra feminina nos projetos, a exemplo do edital da Lei Aldir Blanc que destinou percentual para iniciativas propostas por mulheres, vem abrindo mais vagas no mercado para as técnicas, mas uma das problemáticas enfrentadas por elas é a divulgação de seu portfolio e contato.


Buscando facilitar o acesso a um banco de dados com os contatos das profissionais no Pará, o Movimento Mulheres na Técnica Pará em parceria com a Lambateria criou uma página onde estará disponível um banco de dados com os contatos e experiências dessas profissionais. A ideia é facilitar a localização dessas técnicas.


“Quando vamos contratar profissionais pros projetos, acabamos procurando os que já conhecemos por afinidade, mas também pela dificuldade de encontrar referências de outros profissionais. Assim, pensamos em criar uma página do grupo Mulheres na Técnica, onde o contratante vai encontrar as técnicas que atuam no Estado, divididas por área de atuação e cada uma terá uma página sua, onde estará disponível o currículo com experiências profissionais, telefone, e-mail, redes sociais e a cidade onde atua”, explica Sonia Ferro, produtora da Lambateria que faz parte do grupo.


A página do Mulheres na Técnica Pará está disponível no site lambateria.com. “Nós usávamos o site para divulgar as inciativas da Lambateria, mas com impossibilidade de realizar festas, percebemos que poderíamos explorar mais esse canal para colaborar com a cena local”, conta Sonia, que também transformou o blog da Lambateria em um espaço para a divulgação de pautas culturais do Estado.


A página ainda está em construção e aberta às mulheres que queiram fazer seu cadastro. Todas as profissionais que atuam no segmento cultural e de alguma forma se dediquem às atividades técnicas de criação e produção artística podem solicitar o cadastro. O formulário está disponível na bio do Instagram Mulheres na Técnica Pará.


Campanha – Passando por um momento delicado por conta da pandemia, algumas técnicas estão com dificuldade para se manterem, uma vez que os trabalhos diminuíram. Por isso, o Movimento também está fazendo uma campanha de arrecadação de dinheiro que será destinada para ajudar as mulheres que atuam no setor. As doações podem ser feitas via PIX (+5591982393329) até dia 30 de abril.




“Nossos próximos passos são seguir trocando saberes, solidificando nosso banco de dados que sirva para um reconhecimento profissional e indicação para novos trabalhos, além de garantir visibilidade e direitos básicos para nossa atuação profissional. Também queremos inspirar outros estados a aderirem ao movimento num grande levante pelo território nacional”, conclui Natasha.


Serviço:

| O QUÊ: Campanha de Arrecadação Mulheres na Técnica Pará

| QUANDO: Até 30 de abril

| ONDE: Pix +55 91 982393329

| PÁGINA: www.lambateria.com/mulheresnatecnicapa

| INFORMAÇÕES: (91) 98239-3329 (Natasha Leite)


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