Lambateria recebe título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Belém

Nesta quarta, 26, a Lambateria recebe o Título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Município de Belém por seu trabalho na construção da cultura da cidade. A solenidade de entrega da honraria foi nesta quarta, 26 de agosto, na Câmara Municipal de Belém. A Lei Ordinária 10.257 de 26 de janeiro de 2026 é um projeto de iniciativa da vereadora Marinor Brito.
“Receber esse título é um reconhecimento do nosso trabalho e num ano especial, em que comemoramos 10 anos de Lambateria. Eu sempre digo que a Lambateria não é uma festa ou um festival, é um movimento que sempre teve como objetivo valorizar e divulgar a cultura latinoamazônica dançante”, explica Félix Robatto, idealizador do projeto.
Criada em junho de 2016, a Lambateria é um projeto que surgiu com a proposta de fortalecer a cultura latino-amazônica caribenha, resgatando a tradição dos bailes dançantes da nossa região, a Lambateria trouxe de volta gêneros musicais como Carimbó, Brega, Lambada e Guitarrada para a noite de Belém. A Lambateria foi o aperfeiçoamento de um projeto iniciado por Félix dois anos antes: a Quintarrada, a quinta da Guitarrada, que foi realizada de 2014 a 2016 no antigo Templários.
Além de receber grandes nomes da música paraense como Pinduca, Gaby Amarantos, Dona Onete e Lia Sophia, a Lambateria foi palco de lançamento de artistas como Vingadores do Brega e Zaynara.
No ano em que completa uma década em cartaz semanalmente, toda quinta-feira, na noite de Belém com a festa de valorização e divulgação da cultura latino-amazônica caribenha dançante, a Lambateria também marca presença no maior festival de música e entretenimento do mundo: o Rock in Rio. A cultura amazônica estará representada no palco Global no dia 11 de setembro quando será apresentado o show Lambateria com Félix Robatto. Em 2025, o The Town recebeu o Lambateria Baile Show, sendo escolhido como um dos melhores shows do dia no palco Factory. Ainda em setembro do ano passado, o espetáculo foi atração do Amazônia Live, projeto focado na conscientização ambiental e preservação da floresta, realizado no Mangueirão em Belém pelo Rock in Rio e The Town.

Este ano, a Lambateria vai realizar um edição especial do Festival realizado sempre na sexta que antecede o Círio, este ano, dia 09 de outubro. Mais do que celebrar nossa cultura, o Lambateria é um ponto de encontro com as nossas origens. Foi no Lambateria que tivemos os primeiros shows em nossa região de diversos artistas que influenciaram nossa música como a peruana Rossy War em 2022 (que resultou em uma música que ela gravou para Belém em parceria com os paraenses Félix Robatto e Bruno Benitez), a banda de Guadalupe, Caribe francês, Les Aiglons em 2023, os também peruanos Los Mirlos em 2024 e os argentinos da banda Mister Gato em 2025.
“Este ano está sendo muito especial pra Lambateria. Estaremos em palcos importantes do Brasil, teremos uma edição especial do Festival e receber esse título de patrimônio cultural e imaterial de Belém é muito especial porque é um reconhecimento ao nosso trabalho, mas é um reconhecimento ao fazer cultura em nosso Estado. Esse título é o reconhecimento de um projeto do Félix, meu e do Zek Picoteiro que foi nosso sócio quando começamos essa ideia”, comenta Sonia Ferro, diretora artística da Lambateria.
Idealizada pelo guitarrista, pesquisador e produtor musical Félix Robatto, a festa tem relação com seu trabalho de pesquisa sobre a música latino-amazônica. Produtor musical do álbum “Treme” de Gaby Amarantos indicado ao Grammy Latino e diretor musical de “Gaby canta Tecnoshow, vencedor do Grammy Latino 2023 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, Robatto lançou a festa quando se preparava para lançar o segundo trabalho solo: “Belemgue Banger”, que é resultado de sua pesquisa sobre as origens da Lambada.
“Eu já realizava uma festa semanal de música paraense, mas queria fazer algo mais completo, que pudesse reviver os climas dos bailes dançantes do Estado. Foi assim que surgiu a Lambateria”, relembra o músico, que divide a direção do documentário “As Origens da Lambada”com a jornalista Sonia Ferro.

Além da Lambateria, também receberam o título as bandas Álibi de Orfeu, Warilou e Amazônia Jazz Band, a obra de Nilson Chaves, Verequete, Paulo André Barata e Rui Barata, o Colégio Tenente Rego Barros, o Bloco Império Romano, o Pedreira Esporte Clube, as aparelhagens Príncipe Negro, Brasilândia e Carabao, os festivais Se Rasgum e Psica e os Bois e Pássaros Juninos.




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