A série documental Transamazônica está em cartaz na TV Cultura do Pará

Lembranças da Guerrilha do Araguaia, a febre do ouro, a riqueza do cacau e os povos indígenas são alguns dos temas retratados nos episódios


O colono e a câmera (Foto: divulgação).

Segue até sábado, 24 de abril, a exibição na TV Cultura do Pará da série documental Transamazônica – Utopias na Selva, assinada por Luiz Arnaldo Campos e produzida pela Floresta Cine Vídeo. Foram dois meses de estrada e mais de 15 mil quilômetros percorridos para a produção da obra, que contou com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), através do Fundo Setorial de Audiovisual (FSA) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).


O documentário é uma viagem pelos 2.500 quilômetros entre Estreito-MA e Lábrea-AM, o trecho efetivamente construído pelo regime militar entre os anos 1970 e 1972, quando a Transamazônica era a estrela da propaganda do “Brasil Grande”. Já no início do primeiro episódio, o viajante/narrador revela suas intenções: recolher as histórias espalhadas pela estrada e assim traçar um mapa dos sonhos, pesadelos e utopias criadas pela “rodovia da integração nacional”.


Foto: divulgação.

Cada episódio corresponde a um trecho do percurso. No primeiro, entre Estreito e Marabá, a terra, disputada por latifundiários, posseiros, indígenas, militares e guerrilheiros, é a grande protagonista. O segundo episódio, de Itupiranga a Altamira, aborda as mutações desta terra, onde o futuro prometido pelas agrovilas se decompõe e cidades tragadas pelas águas ressurgem mais adiante. Terra e culturas transformadas pela pata do boi, com histórias de tragédias e mártires como a missionária Dorothy Stang.

No terceiro capítulo, entre Brasil Novo e Rurópolis, é apresentada a luta dos migrantes que foram buscar seu destino a milhares de quilômetros de sua terra natal. Gente que saiu da seca do Piauí ou então de Santa Catarina, falando apenas o alemão, e que construiu seus sonhos no meio das plantações de cacau.

No quarto e último episódio, o viajante percorre o trecho pouco frequentado entre Itaituba-PA e Lábrea- AM em meio a povos indígenas devastados pela febre de ouro dos garimpos, até chegar ao ponto onde a rodovia da integração nacional, até hoje inacabada, termina melancolicamente a beira do rio Purus.

Conduzido por diferentes protagonistas da saga – colonos, indígenas, migrantes e autoridades – o documentário viaja entre memórias, o tempo presente a abordagens do futuro.


“A paisagem desafiadora – e também deslumbrante – é interligada por uma narrativa poética que busca inventariar o nascimento, a destruição e a transformação das diversas utopias de múltiplos personagens que tornaram possível uma aventura tão fascinante”, pontua o diretor Luiz Arnaldo.

Produção - Foram realizadas duas viagens pela rodovia e suas vicinais, uma de pré-produção, que durou 1 mês, para fazer o mapeamento de histórias e levantar questões gerais de infraestrutura, e outra de 35 dias para rodar a série. Apesar da obra contar com 60 depoimentos, foram gravadas mais de 170 entrevistas.


O diretor Luiz Arnaldo Campos e o cinegrafista Hélio Furtado, em seu último trabalho antes de partir por conta da Covid-19.


Cerca de 30 profissionais trabalharam diretamente na produção, sendo que mais de dois terços da equipe era mão de obra paraense.


Serviço

| O QUÊ: Série documental Transamazônica – Utopias na Selva, assinada por Luiz Arnaldo Campos e produzida pela Floresta Cine Vídeo

| QUANDO: Até 24/04 às 23h

| ONDE: TV Cultura do Pará


Com informações da assessoria de imprensa.


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